Cirurgia Bariátrica: saiba tudo sobre obesidade e a cirurgia

Cirurgia Bariátrica: saiba tudo sobre obesidade e a cirurgia

A obesidade atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Estima-se que, em 2030, uma parcela considerável do sistema de saúde não conseguirá promover o atendimento adequado aos pacientes com doenças provenientes da obesidade.

Apesar de existir um movimento pró vida saudável e uma evidente busca pela alimentação equilibrada, a vida agitada e a possibilidade de “alimentos práticos” (como congelados, biscoitos e frituras) acabam fazendo os números em torno da obesidade aumentarem.

Não há idade para desenvolver a doença. Inclusive, crianças e adolescentes são alvos suscetíveis, uma vez que é comum encontrar jovens que ingerem uma alta quantia de alimentos precários e passam diversas horas por dia sem exercícios físicos.

Felizmente é uma condição que é facilmente diagnosticável, o que acelera o início do tratamento. Vale lembrar que cada caso é um caso, e os tratamentos podem variar de dietas mais específicas a cirurgias.

A obesidade, suas causas e seu tratamento é um assunto extenso que abordaremos ao longo deste guia. Aqui esclarecemos mais sobre a doença e sobre a cirurgia bariátrica sob o ponto de vista cirúrgico, psicológico e nutricional.

Boa leitura!


Afinal, o que é a obesidade?

De uma forma rápida e objetiva, a obesidade é o acúmulo de gordura no seu corpo. Tal acúmulo pode chegar a níveis que coloca em risco a sua vida.

É importante citar que a obesidade gera outras doenças, como diabetes, artrose, micoses, doenças cardíacas, má circulação, problemas oculares e tem influência até mesmo no sono!

Geralmente o diagnóstico é feito através do IMC (Índice de Massa Corporal), que é a divisão entre o peso da pessoa pela sua altura elevado ao quadrado.

A partir do resultado, o profissional enquadra o paciente em alguma categoria, que vai desde “abaixo do peso” a “obesidade mórbida”.

Como dito na introdução desta postagem, a obesidade não tem faixa etária: ela atinge crianças, adolescentes e adultos.

Por isso, é sempre importante estar atento à balança, aos hábitos alimentares e à rotina de uma forma geral. Procure seu médico e faça exames regularmente!


Quais são os fatores que nos leva à obesidade?

Diversos fatores devem ser considerados para encontrar uma razão para a obesidade. Entre eles estão a genética, o estilo de vida, questões psicológicas e mais.

Por exemplo: é impossível não concordar que a vida moderna nos proporciona grandes vantagens e praticidades. No entanto, tais benefícios não estão desacompanhados.

O ritmo do nosso cotidiano não é o mesmo de 10 ou 20 anos atrás. A carreira, a vida social, os estudos, entre outros compromissos, apenas crescem e se acumulam.

Se você está em uma grande cidade, tais tarefas cotidianas ganham um peso muito maior, visto que, devido às distâncias e pressões, você tem muito menos tempo para cuidar de si.

Mesmo na correria, você não vai deixar de se alimentar, uma vez que esta é uma necessidade humana básica. O problema está no quê você irá ingerir.

Opções práticas como pizzas, hambúrgueres, nuggets e doces não faltam. Para completar o cenário, o preço de tais “alimentos” são atraentes, além de possuírem um bom sabor.

Já viu onde iremos chegar, certo? É muito provável que você opte por um deles pela rapidez, pela praticidade e até mesmo como uma forma de economizar.

O stress e a ansiedade também podem fazer parte deste enredo. Fatores psicológicos podem levar qualquer pessoa a almoçar uma panela de brigadeiro com facilidade.

E se você não é ativo, não pratica esportes, não se alimenta de forma adequada e fica horas na frente de alguma tela, significa que você está ingerindo mais do que queimando.

Essa fórmula faz com que você ganhe peso e acumule gordura no seu corpo, que pode desencadear diabetes, problemas cardíacos, pressão alta, entre outras doenças.

Como saber se sou obeso?

Os números na balança são os primeiros indicativos da obesidade, mas seu diagnóstico, embora simples, pode requerer mais dados do que isso.

O IMC, que falamos anteriormente, é um dos métodos mais utilizados, mas não necessariamente funciona sozinho.


Quais são os tratamentos para a obesidade?

Os tratamentos para a obesidade vão depender, diretamente, do grau em que o paciente estiver inserido, baseado no cálculo do IMC que falamos anteriormente.

Independente do grau, é importante buscar compreender, de forma individual, as causas da obesidade no paciente para que o melhor tratamento seja aplicado.

Ainda mais importante: a análise individual e o encontro da causa irá ajudar com que o paciente não apenas saia do quadro de risco como permaneça saudável.

Afinal, é muito comum encontrar pessoas que conseguiram perder peso com auxílio de dietas, mas que não conseguiram realizar a manutenção, recuperando tudo que foi perdido.

Para que isso não aconteça, é fundamental seguir as recomendações médicas, além de procurar auxílio dos profissionais de nutrição e de psicologia.


Tratamentos adequados para a obesidade grau 1

Se o paciente estiver acima do peso ou for diagnosticado com obesidade grau I, os profissionais envolvidos em seu tratamento, provavelmente irão receitar:

  • Reeducação alimentar;
  • Dietas específicas;
  • Práticas esportivas;
  • Remédios que auxiliam a perda de peso;
  • Acompanhamento psicológico.

Vale lembrar que essa lista não é uma regra. É sempre importante dizer que cada caso é um caso e cada um deve ser analisado individualmente.

Algumas pessoas, por exemplo, podem sofrer de ansiedade e a dieta restritiva pode acabar aumentando o desejo por comidas não saudáveis, como milk-shakes ou sanduíches.

Neste caso, o médico pode avaliar o uso de medicamentos que diminuam as taxas de ansiedade e/ou encaminhar o paciente para um psicólogo.


Tratamentos adequados para a obesidade grau 2

A obesidade traz sérios riscos à saúde e, conforme o grau for aumentando, maiores são as chances da presença de doenças relacionadas acabarem se manifestando.

Neste caso, é mais do que necessário uma mudança no estilo de vida do paciente. Enquanto alguns dos itens anteriores eram opcionais, aqui vira uma regra:

  • Acompanhamento médico regular;
  • Acompanhamento psicológico;
  • Acompanhamento nutricional;
  • Reeducação alimentar;
  • Práticas esportivas;
  • Remédios para perda do peso;
  • Remédio para controle do colesterol, diabetes e outras doenças.

É importante que o paciente realize consultas com frequência com seu médico, além de realizar exames para o acompanhamento de taxas.

A busca pela terapia é essencial ao paciente com obesidade grau II. Os alimentos têm grande papel em nossas vidas e um psicólogo poderá auxiliar nesta mudança.

A mudança deve ser refletida em casa também. O ideal é que os familiares e pessoas próximas procurem se adequar e apoiar o paciente em processo de emagrecimento.

Com o apoio de todos ao seu redor, fica muito mais fácil para que o mesmo se recupere e comece a apresentar melhoras significativas. Mais do que isso: a mantê-las.

O acompanhamento com o nutricionista também é de extrema importância, sendo um aliado essencial para o combate ao sobrepeso.

Seu médico pode receitar remédios que inibam a vontade de comer e provoque a sensação de saciedade por mais tempo. Dessa forma, a perda de peso torna-se mais fácil.

Pode ser que outros remédios sejam receitados também, com a finalidade de controlar ou diminuir o colesterol e ajudar com outras doenças que vieram com a obesidade.

A atividade física é sempre recomendada, mas vale ressaltar que é básico que se respeite os limites de cada paciente. Se possível, um personal trainer pode ser uma boa escolha.

O profissional da educação física conseguirá trabalhar dentro de um quadro para atingir os melhores resultados, sem riscos de lesão, sobre-esforço ou perda da motivação.

Se contratar um personal não está dentro das possibilidades financeiras do paciente, realizar pequenas caminhadas diariamente podem ajudar e muito a sua saúde do mesmo!

Outro tratamento indicado é a cirurgia bariátrica, que falaremos mais a respeito a seguir. Apesar de eficiente, é recomendado que a avaliação seja feita pelo seu médico.


Tratamentos adequados para a obesidade grau 3

A obesidade de grau III, também conhecida por obesidade grave ou obesidade mórbida, não leva o nome à toa. A condição implica diretamente na expectativa de vida do paciente.

A morte súbita, além de distúrbios de cunho hormonal, hipertensão, problemas na pele e doenças ligadas aos ossos, como a osteoporose, são realidades ao obeso.

Embora atividades físicas sempre sejam recomendadas, quando o paciente encontra-se no quadro de obesidade mórbida, nem sempre é possível realizá-los.

Afinal, o sobrepeso e tantas outros problemas relacionados, podem não ser efetivos e ainda agravar ou provocar fraturas, inflamações, entre outros traumas físicos.

A obesidade grau III ainda tem outra particularidade: muitos pacientes apresentam quadros de depressão, bipolaridade e transtornos emocionais, além dos alimentares.

Por isso, a participação de um psicólogo e, a depender do caso, de um psiquiatra, é fundamental no processo de recuperação do paciente.

Além do acompanhamento psicológico, a cirurgia bariátrica, que falaremos a seguir, é umas das opções mais recomendadas para pessoas dentro desse quadro de obesidade.


Cirurgia bariátrica: o que é?

A medida que o número de obesos vem aumentando ao redor do globo, mais a cirurgia bariátrica é vista como uma grande aliada para a recuperação dos pacientes.

Hoje em dia existem três meios de realizar a cirurgia bariátrica, que explicaremos mais à frente. De forma objetiva, é uma cirurgia onde ocorre uma plástica no estômago.

Ela tem como objetivo diminuir de forma significativa o peso do paciente, tirando-o do quadro de obesidade, e trazendo benefícios no trato das doenças relacionadas.

Depois da cirurgia, é palpável a melhora ou a remissão da diabetes, além do melhor controle da pressão arterial e o alívio das dores físicas.

Do ponto de vista emocional, a cirurgia bariátrica devolve a auto-estima ao paciente, melhora a relação do mesmo com o mundo e consigo mesmo, além de mais alegria!


Optou pela cirurgia bariátrica? Saiba o que fazer.

É importante que o paciente tenha ciência de que a cirurgia bariátrica não pode ser vista como uma saída fácil para um problema de saúde grave.

Ao ser diagnosticado com obesidade graus 2 e 3, o paciente é submetido a avaliações individuais obrigatórias antes da cirurgia bariátrica começar a ser cogitada.

Entre os exames e avaliações que devem ser feitos estão:

  • Checagem da pressão arterial;
  • Dosagens da glicemia, lipídeos e outros fatores;
  • Avaliação das funções hepáticas;
  • Avaliação das funções cardíacas;
  • Avaliação das funções pulmonares;
  • Endocospia digestiva;
  • Ecografia abdominal e
  • Avaliação psicológica.

A partir do número de exames e de profissionais envolvidos no processo (médico, nutricionista e psicólogo e/ou psiquiatra), vê-se que não deve ser tratada levianamente.


Quais são os tipos de cirurgia bariátrica existentes hoje?

Conforme o tempo vai passando, mais pesquisas são realizadas e os processos médicos se tornam cada vez mais sofisticados e seguros.

Hoje em dia, podemos dividir as cirurgias bariátricas em três tipos:

  1. Cirurgias Restritivas: são aquelas que diminuem o tamanho do estômago, diminuindo também seu espaço. Logo o paciente alimenta-se com menos e sente-se saciado com menos;
  2. Cirurgias Disabsortivas: esse tipo de cirurgia tem como objetivo principal reduzir a capacidade de absorção do intestino. Isto é, o que é ingerido é eliminado com mais rapidez pelo corpo;
  3. Cirurgias Mistas: como indica pelo nome, é uma junção dos dois métodos anteriores, isto é, o procedimento visa reduzir o tamanho do estômago e causar a menor absorção do intestino.

Dentro dos tipos de cirurgias bariátricas citadas acima, encontramos os tipos de operações, que são os seguintes:

1 – Gastroplastia em Y de Roux (GYR) ou o Bypass Gástrico:

O Bypass faz parte das cirurgias mistas, é o mais popular entre os pacientes no Brasil, visto que sua eficiência é significativa.

Uma vez que o estômago está com capacidade reduzida e o que é ingerido é digerido rapidamente pelo intestino, o paciente costuma perder até 80% do excesso de peso.

2 – Gastrectomia vertical (GV):

Nesta operação, até 85% do estômago é transformado em um tubo estreito. Assim, a redução do hormônio responsável pela fome é reduzida drasticamente.

Caso não funcione, pode ser transformada no Bypass Gástrico, que falamos anteriormente. O procedimento corresponde a 15% das escolhas.

3 – Derivação Bileopancreática (DBP):

Corresponde a junção da Gastrectomia Vertical com o desvio intestinal, que inibe a absorção de calorias e nutrientes. Neste procedimento, retira-se 85% do estômago.

A vantagem é que o paciente ingere mais alimentos, reduz intolerâncias alimentares e promove uma grande perda de peso.

4 – Banda gástrica ajustável:

Nesta operação pouco invasiva, uma prótese de silicone é inserida no começo do estômago. Tal prótese é ligada um reservatório preenchido por água destilada.

A grande vantagem do procedimento é que, além de ser pouco invasiva e com menores taxas de complicações, ela é reversível e ajustável às necessidades individuais.


Quais são as vantagens da cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica não deve ser vista de forma banal ou como uma maneira de manter-se magro ou perder peso rapidamente.

A gastroplastia ou a cirurgia de redução de estômago é indicada para pessoas obesas, principalmente aquelas que estão inseridas no quadro II e III da obesidade.

Entre as vantagens, estão a perda significativa de peso, que remove o paciente do quadro de obesidade, além de melhorar o tratamento de outras doenças relacionadas à obesidade.

Com isso, a melhora do estilo de vida é grande em inúmeros aspectos: tanto em termos físicos, quanto clínicos e psicológicos.

Quais são as desvantagens da cirurgia bariátrica?

Não é só a cirurgia bariátrica, mas toda intervenção em nosso corpo pode trazer complicações ou não ser totalmente eficiente para a resolução de problemas.

Além disso, é importante frisar que a cirurgia bariátrica não apresenta somente vantagens, embora seja positivamente impactante na vida de quem precisa.

A banda gástrica ajustável que falamos anteriormente, por exemplo, pode não ser eficiente para fazer o paciente perder o peso necessário para o restante do seu tratamento.

A derivação bileopancreática tem como ponto negativo o fato de poder levar o paciente à desnutrição, além de promover diarréias e deficiência de vitaminas.

Buscar por informação é muito importante, mas conversar com seu médico sobre suas opções é indispensável.

Apenas quem está acompanhando o paciente sabe de suas necessidades e do seu quadro de saúde de forma completa. Juntos, certamente vocês tomarão a melhor decisão.


Dúvidas e Perguntas Frequentes sobre Cirurgia Bariátrica:

Existe idade mínima e máxima para a cirurgia bariátrica?

Em 2012, o Ministério da Saúde diminuiu a idade mínima para a realização da cirurgia bariátrica pelo SUS, abrindo precedentes para a prática.

No entanto, vale ressaltar que a cirurgia bariátrica em menores de idade destina-se apenas para os casos em que há risco ao paciente, sendo amplamente discutidos pelos médicos.

É importante lembrar que a cirurgia bariátrica é recomendada, especialmente entre adolescentes, quando há esgotamento total de soluções, como a reeducação alimentar.

Existem contraindicações para a realização da bariátrica?

Sim! Não é indicado que pessoas com IMC abaixo de 29,9 (ou que não tenham sofram clinicamente por consequência do sobrepeso) façam a cirurgia bariátrica.

Como falamos ao longo deste artigo, é essencial que o paciente tenha apoio de pessoas ao redor. Se o paciente não tem esse tipo de suporte, a cirurgia não é indicada.

Pessoas com problemas psicológicos graves, que consumam com frequência altas doses de drogas ou álcool, também não estão elegíveis para a cirurgia bariátrica.

Quanto tempo leva uma cirurgia bariátrica?

Embora complexa, o tempo de cirurgia não se reflete. O tempo do procedimento costuma variar entre uma hora e meia a três horas, a depender do caso.

Quanto tempo o paciente costuma ficar internado?

Mais uma vez isso dependerá do caso e das doenças associadas à obesidade. Geralmente, logo após o procedimento (que leva entre 1h30 à 3h), o paciente já vai para o quarto.

A internação estimada é de 36 a 48 horas. No entanto, a depender da gravidade e de possíveis doenças, as primeiras 24 horas podem ser na UTI.

Como é o pós-operatório?

O pós-operatório deve ser visto como uma preparação do corpo para um novo estilo de vida. Nesta fase conta-se com a ajuda do médico, do nutricionista e do psicólogo!

Seus primeiros dias de dieta será na forma líquida e fracionada. Ela levará em torno dos 7 ou 10 dias, quando a alimentação pastosa começará. Entre 25 e 30 dias, começa a normal.

O paciente também precisará de suplementação vitamínica, uma vez que o mesmo está ingerindo menos comida e os níveis acabarão sofrendo com a baixa.

Quais são os cuidados depois da cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica promove uma enorme mudança de vida ao paciente e isso se reflete em vários aspectos.

É necessário que o paciente se mantenha na dieta e procurando ingerir mais frutas, legumes, verduras e proteínas, deixando de lado os alimentos pobres em nutrientes.

Lembre-se que a cirurgia bariátrica é uma intervenção no seu corpo e uma chance de fazer diferente. Portanto, motive-se todo dia a manter-se com uma saúde equilibrada!

O peso pode voltar mesmo depois da cirurgia bariátrica?

Em alguns casos, sim. Como falamos ao longo deste artigo, o tratamento através da cirurgia bariátrica não termina após a saída do hospital.

É necessário que o paciente realize uma manutenção pelo resto da vida. Pode parecer drástico, mas não é! Acredite, aos poucos os bons hábitos viram rotina.

Para que o peso não volte e sua saúde só melhore, algumas recomendações básicas para você seguir depois da recuperação são:

  • Continue visitando seu médico regularmente: fale sobre possíveis incômodos e tire todas as suas dúvidas;
  • Faça todos os exames recomendados: é através deles que os médicos saberão como está a sua saúde e o quê fazer para sempre melhorar;
  • Pratique exercícios físicos regularmente: eles são ótimos para a saúde, melhoram o humor, melhoram a qualidade do sono, ajuda a emagrecer (ou realizar a manutenção do peso) e faz você se sentir muito bem!;
  • Siga à risca as orientações do seu nutricionista: cumpra a dieta e evite deslizes. Lembre-se que sua saúde é maior que tudo!;
  • Procure apoio psicológico com um profissional: distúrbios alimentares e uma mudança brusca no estilo de vida podem ser complexos para lidar sozinho(a). O apoio de um profissional, neste caso, é de suma importância.

E lembre-se de se motivar sempre: perder muito peso logo no início é muito comum e isso deixará o paciente muito feliz. No entanto, chega uma hora que estabiliza. É normal!

O importante é não deixar o foco ir embora nessa fase. Procure sempre comparecer à academia ou realizar atividades esportivas em grupo. Isso pode ser muito motivador!

Quais são os erros que muitos pacientes cometem?

Sim, mesmo com várias orientações é comum que os pacientes venham a cometer alguns erros que podem prejudicá-lo. Fique atento aqui para que isso não ocorra com você!

  • Perder o foco: como falamos anteriormente, o importante é nunca desligar-se. Lembre-se de sempre manter o foco e sempre buscar melhorar!;
  • Achar que só a cirurgia basta: não, apenas a bariátrica não resolve. É necessário realizar a manutenção para que o sobrepeso não volte!;
  • Não se alimentar adequadamente: não é porque o estômago está menor, que o paciente pode se alimentar basicamente de fast-food ou milk-shakes. Além do peso a mais, a má alimentação traz outros riscos para a saúde como câncer, diabetes, colesterol, hipertensão e muito mais!;
  • Deixar de comparecer às consultas médicas: é fácil achar que passado meses e anos após a cirurgia não há mais necessidade de ir ao médico, ao nutricionista ou ao psicólogo. Lembre-se que o cuidado é constante e, por isso, não dá para pensar em faltar a uma consulta!

Como escolher um bom profissional para a realização da cirurgia bariátrica?

A escolha do profissional é um dos momentos mais importantes. Afinal, estamos falando da sua saúde e do seu bem-estar físico e emocional.

Para tal, é essencial que você tenha total confiança no profissional e que ele demonstre ser atencioso quanto às suas necessidades e dores.

É importante que ele também tenha credibilidade e experiência no assunto. Busque por médicos qualificados. Não coloque sua saúde em risco!

A cirurgia bariátrica deve ser realizada por um cirurgião membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que você pode checar aqui.

Como você viu até aqui, a cirurgia bariátrica envolve vários profissionais. Por isso, procure saber se o médico tem indicações de nutricionistas, psicólogos e/ou psiquiatras.

Isso mostrará não apenas a preparação diante o mercado, como também preocupação em sempre servir o melhor para o paciente. Acredite, isso conta muito na hora de escolher!


Conclusão: Obesidade, Tratamentos e Cirurgia Bariátrica

Como visto ao longo deste artigo, a obesidade e problemas de sobrepeso podem causar inúmeros males, não apenas à saúde, mas também no âmbito social e emocional.

Buscar uma vida mais saudável não é uma questão de estética ou moda, mas sim uma necessidade. É através dela que conseguimos viver mais e melhor!

Sabemos que a má alimentação está atrelada à diversas causas, por isso, nós profissionais da área de saúde, procuramos sempre entender o cenário em que o paciente está inserido.

Dessa forma, conseguimos buscar as melhores soluções para que o mesmo possa viver com mais qualidade e de maneira mais feliz.

A cirurgia bariátrica pode ajudar muito neste quesito, uma vez que é muito eficaz para os pacientes que mais precisam de ajuda para transformar suas próprias vidas.

Contudo, seria uma irresponsabilidade muito grande não ressaltar que a mesma não pode ser vista de forma alguma como uma maneira prática de perder peso.

Lembre-se que uma cirurgia é uma intervenção no seu corpo e, por isso, envolve riscos e exige dedicação e cuidados não só do próprio paciente, como também de outras pessoas.

Se você sofre com o sobrepeso e precisa de ajuda, estamos à disposição para orientá-lo(a)! Marque uma consulta agora mesmo!

Esperamos que este artigo tenha ajudado a informá-lo(a) melhor sobre a cirurgia bariátrica. Em caso de sugestões ou dúvidas, use nosso espaço para comentar.

E se você conhece alguém que acharia este artigo útil ou que precisa de ajuda para perder peso e mudar de vida, compartilhe o post com ele(a)!

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